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Lisboa,
5 a 11 de março de 2010
Quinta da Lagoalva de Cima -
Esta coudelaria chegou às mãos da atual proprietária
por legado de sua Tia D. Maria José de Souza e Holstein Beck
(Marquesa de Tancos), que era filha do 4º Duque de Palmela,
que foi seu grande impulsionador. Foi instalada na Quinta
da Lagoalva de Cima pelo 2º Duque de Palmela, em 1848, e possui
presentemente 10 éguas de ventre de raça Lusitana, tendo sido
utilizados reprodutores de Manuel e Carlos Tavares Veiga e,
também, do Eng. Fernando Sommer d'Andrade.
Teve
esta Coudelaria exemplares distinguidos com o título de Campeão
dos Campeões, designadamente na I Exposição do Cavalo Português
(1983) e na Feira Nacional de Agricultura (1987). O cavalo
e o touro aparecem na Lagoalva em 1909, com o 4º duque de
Palmela e Marquês do Faial, Luís Borges Coutinho de Medeiros,
que formou uma ganadaria e adquiriu, para juntar à sua eguada,
uma peara de vinte e quatro éguas na coudelaria do Duque de
Toledo - O rei Alfonso XIII de Espanha - situada em Rio Frio,
próximo de Madrid. O Cariz Lusitano da coudelaria começou
a definir-se já no século XX com base em éguas da Coudelaria
Nacional e outras andaluzes, já pertença da coudelaria. A
coudelaria visa produzir cavalos destinados à atrelagem, lazer,
tauromaquia e ensino privilegiando a cor ruça, a cabeça convexa
e uma boa conformação física. De entre os produtos da coudelaria
podem citar-se os cavalos toureiros: Temporal por Mestre João
Nuncio, Biquini montado por José Lupi, Tal por Emídio Pinto
ou Altivo por Manuel Jorge de Oliveira e, mais tarde, pelo
rejoneador Javire Mayoral.
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